Vencedor Passatempo Final de Temporada

A vencedora do passatempo 'Final de Temporada' é Vera Duarte, com a sua excelente crítica ao final da T7 de Castle! Parabéns Vera!

Agradecemos a todos pela participação!

 

'Homicídio, mistério, o macabro' ...

Richard “Edgar” Alexander Rodgers “Castle”, escritor de policiais, entra-nos pela casa adentro há precisamente sete temporadas, cento e cinquenta e dois episódios. Nesse preciso momento, a vida dele, um boémio, sempre com uma “galdéria em cada braço”, começou a mudar. Roy Montgomery, o antigo capitão da 12ª esquadra de Nove Iorque, acedeu a que ele colaborasse com a equipa da fantástica detective Beckett e dos detectives Javier Esposito e Kevin Ryan num homicídio quase igual ao relatado nos seus livros. A química com a detective, fã incondicional, em segredo, dos livros do escritor, a relação de amor-ódio, que a fazia perder a paciência vezes sem conta, a insolência e tentativa de a provocar, fizeram de Castle uma das séries de culto de muitos telespectadores. Prometeu desde o início, quem não se lembra do famoso “you have no idea” que Kate diz ao ouvido de Richard no final do primeiro episódio, com “Stop and Stare” a tocar ao fundo?

Ao longo de quatro temporadas assistimos ao crescimento de uma relação de amizade, tensão, paixão, e, por fim, amor entre os dois. Ambos estiveram à beira da morte, salvando-se um ao outro. Desmantelaram bombas. Sofreram por não querer ver o que estava diante dos seus olhos e quase desistiram, fruto do medo da rejeição. Quem disse que as relações amorosas são fáceis? O caminho mais fácil nem sempre é o melhor e, como diz Castle à sua mãe “…eu não quero o comum, quero o extraordinário”. O facto é que o extraordinário que lhe estava destinado dava pelo nome Katherine Houghton Beckett. Não foi fácil esperar que os muros que cercavam o coração dela, ferido pelo homicídio da sua mãe, ainda por resolver, fossem derrubados. Quem espera, sempre alcança. Todos nós esperámos e rejubilámos com o final da quarta temporada, o início do seu “Always”. A nossa “badass” KBex tinha-se finalmente rendido, após tantos cafés que gritavam “amo-te e preocupo-me contigo. Proteger-te-ei sempre.”.
O caminho deles, enquanto casal, não foi fácil. Ciúmes de parte a parte, medo do futuro, mostram-nos que estes personagens são, acima de tudo, humanos. Erram, têm dúvidas, defeitos, esqueletos no armário e acontecimentos menos bons na vida, como todos nós. Uma série, para ter sucesso, deve fazer com que nos identifiquemos com os protagonistas, deve fazer-nos esquecer os problemas da vida real, nem que seja por meros quarenta e dois minutos. Deve fazer-nos sonhar e lutar pelos nossos objectivos.
Castle é uma história não só de crimes, mas também de amizade e amor, que caminham lado a lado nas nossas vidas. Caskett teve o seu momento alto com o casamento, tornando-se, oficialmente, parceiros na vida e no crime, adivinhando-se uma vida extraordinária pela frente, com mistérios que nunca serão resolvidos, o que lhe dará uma pitada de magia. Pelo meio, tivemos episódios de fazer doer a barriga de tanto rir com o humor inteligente e leve a que toda a equipa já nos habituou, outros pesados, que exploraram a vida pessoal de todos eles, e outros que encerraram casos que se arrastavam há temporadas, como Tyson (3XK) e Nieman e a prisão de Bracken. Percebemos a origem do fascínio de Castle por homicídios, foi-nos explicado o motivo do seu desaparecimento, vimos Alexis crescer e tornar-se uma jovem adulta inteligente e atenta ao mundo que a rodeia. Kevin teve uma filha, Sarah Grace, com Jenny, num emotivo capítulo. Javi começou a pensar no futuro, infelizmente sem Lanie. A esquadra ganhou uma nova capitã, Victoria “Iron” Gates. Martha continua a mãe galinha, sogra protectora e avó coruja, que mantém a carreira, podendo voltar a ser uma estrela da Broadway.
Agora que quase todas as pontas soltas foram resolvidas e tudo está bem, qual será o futuro de Beckett? Passará por uma esquadra nova ou pela política? Haverá bebés “Caskett”, como o viajante de 2030 previu em “Time Will Tell”? Talvez haja tudo isto, contudo, teremos de esperar uns meses para levantar uma das pontas do véu. Até lá, teremos sempre as maratonas para matar saudades.

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